Aos 7 anos, Twitter sonha alto na busca por 2,2 bilhões de usuários

Aos 7 anos, Twitter sonha alto na busca por 2,2 bilhões de usuários

Guilherme-RibenboimO Twitter completa sete anos de existência nesta quinta-feira, 21, sem medo de admitir planos ambiciosos para o futuro. A empresa tem um objetivo muito claro que norteia suas ações: atingir todos os usuários do planeta, segundo o diretor-geral da empresa no Brasil, Guilherme Ribenboim.

 

A tarefa, obviamente, não é simples. Atualmente, a rede social possui 200 milhões de usuários ativos. Se a empresa realmente quiser atingir todo mundo, precisará aumentar em cerca de 10 vezes o número de acessos. As pesquisas divergem um pouco na contagem, mas estima-se que hoje haja 2,4 bilhões de usuários de internet no mundo, cerca de 33% da população total do planeta, segundo dados do Internet World Stats de junho passado.

De 2011 para 2012, o Twitter diz ter ganhado 100 milhões de usuários. A seguir nestes passos, a rede chegaria à marca desejada só dentro de 22 anos, sem considerar o natural crescimento da população com acesso a internet neste período. Para se ter uma ideia da dificulade de atingir todos os internautas do planeta, o Facebook, rede social dominante no planeta, concentra pouco mais de 1 bilhão de pessoas – ou menos da metade dos usuários da internet em geral.

Ribenboim ainda nega veementemente as frequentes pesquisas que sugerem queda de audiência do Twitter. Segundo ele, os institutos não estão considerando os dispositivos móveis, nos quais a plataforma viu um grande salto nos últimos tempos.

Confira a entrevista com o diretor-geral do Twitter no Brasil, Guilherme Ribenboim, concedida com exclusividade ao Olhar Digital:

O que se pode esperar do Twitter nos próximos 7 anos? A rede social ainda tem fôlego?
O Twitter tem uma plataforma muito única e diferenciada do mercado e, por isso, temos visto um crescimento impressionante nos últimos anos. Em setembro de 2011, o Twitter tinha um número de 100 milhões de usuários ativos na rede; em dezembro de 2012, esse número já era de 200 milhões.

Em um ano, o número de usuários da plataforma dobrou, principalmente por ser aberta (qualquer pessoa pode seguir qualquer pessoa e não existem filtros entre os tweets e os recebimentos) e indexada em tempo real.

Estas duas características fazem com que o Twitter seja uma rede social muito única e com bastante capacidade para continuar crescendo. O objetivo da empresa é muito simples: uma das missões do Twitter é atingir todos os usuários do planeta. 

Por que as pessoas ainda precisam do Twitter?
O Twitter é a melhor plataforma para se informar em tempo real sobre o que está acontecendo. A gente sempre comenta que “o Twitter é o pulso do planeta”. 

Quando alguma coisa acontece na sociedade, este assunto explode primeiro no Twitter. Quando houve o incêndio em Santa Maria, mais de 3 milhões de tweets foram trocados dentro da plataforma. Quando o Chorão morreu, rapidamente o assunto virou Trending Topics. A eleição do Papa também virou Trending Topics mundial. 

A característica aberta da plataforma, que permite que eu siga qualquer um, mesmo que não seja amigo, faz com que exista um grande diferencial. Com isso, ela pode ter acesso ao comentários de pessoas sobre qualquer tema, sem que elas precisem me seguir.

Este é o grande diferencial, que faz com que a plataforma continue crescendo.

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Que aprendizado fica para o Twitter após estes sete anos?
Acho que nós temos um caminho muito próprio. Eu sempre digo que a internet é um lugar em que você deve tomar decisões rápidas e você tem sempre múltiplos caminhos. Você sempre tem muitas alternativas para melhorar seus produtos ou ter uma estratégia de negócios diferente.

Eu acho que temos que continuar com o nosso caminho, porque temos tido sucesso. Nós temos dentro de casa todos os recursos para continuarmos crescendo. O maior aprendizado que a gente pode ter é continuar focando nos nossos pontos fortes.

Você falou em 200 milhões de usuários ativos. Quantos deles são referentes ao Brasil?
Nós não falamos em números de países. Nós damos apenas estatísticas por regiões. Destes 200 milhões, 16% destes usuários estão na América Latina e a maior parte deles no Brasil. O país é um dos cinco maiores mercados doTwitter no mundo.

O Twitter abriu recentemente seu escritório. Como está sendo o início do trabalho no Brasil?
Está sendo muito bacana. A recepção está sendo ótima, porque existia muita demanda reprimida e curiosidade para saber o que poderia ser feito dentro do Twitter. E o Twitter é uma “ponte” e não uma “ilha”. Nós temos a possibilidade de ajudar empresas de mídia a serem mais fortes. Nós ajudamos jornais, TV, revistas e sites para que a gente possa fazer essas empresas alavancarem oportunidades no Twitter.

Do lado de desenvolvimento de negócios, temos tido uma recepção muito legal, porque as empresas nos enxergam desta maneira. Elas não olham para nós como um potencial competidor, mas como um parceiro que vai construir com elas uma oportunidade de longo prazo, para criar uma ponte entre o offline e o online.

Do lado dos anunciantes, este raciocínio também vale. Eles fazem inúmeras ações em TV e rádio ao lançarem suas campanhas e o Twitter é uma plataforma que os ajuda a fortalecer a campanha, fazendo com que as pessoas possam falar sobre na rede social e amplificar esta mensagem.
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Muito se tem falado sobre a experiência de segunda tela do Twitter. Como vocês enxergam esta oportunidade no Brasil?
Esta é uma tendência mundial. A plataforma do Twitter, por trazer conversação em tempo real, permite que as pessoas assistam à TV e comentem sobre o programa, o que transforma a experiência e faz com que a TV fique muito diferente. A gente acredita que a TV faz o Twitter melhor e o Twitter faz a TV melhor.

No ano passado, os maiores picos de utilização do Twitter foram relacionados a eventos que aconteciam na televisão e transmitidos ao vivo. Esta também é uma tendência no Brasil e vamos trabalhar para desenvolver isso ao longo do tempo.

 

Você enxerga alguma diferença entre o usuário brasileiro e os demais?
Como eu comentei há pouco, “o Twitter é o pulso do planeta”. Isso vale também como ‘pulso do país’ ou ‘pulso das cidades’. A característica de utilização do Twitter está muito relacionada à sociedade onde estamos presentes.

Por exemplo: no Egito, pelo país ter passado por um momento político conturbado, com a Primavera Árabe, mudanças políticas profundas, a base de utilização e o tipo de conversa do Twitter é mais politizada.

Brasil vive um momento diferente. A gente fala de eventos, porque o brasileiro adora futebol, televisão, reality show e as conversas que a gente vê na plataforma refletem a cultura da sociedade de cada país.

Nós não temos usuários distintos, mas sociedades distintas, o que gera conversas diferentes.

Como o Twitter pretende aproveitar grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas no Brasil?
O Twitter sempre estará relacionado a grandes eventos. Quando houver um grande evento acontecendo, as pessoas estarão no Twitter falando sobre ele.

Nos próximos anos, o Brasil terá uma série de grandes eventos, que não são apenas a Copa e as Olimpíadas. Neste ano, nos temos a Jornada da Juventude; o Papa também deverá fazer uma visita ao Brasil.

Nos próximos anos haverá uma série de eventos realizados no Brasil e que, naturalmente serão discutidos no Twitter.

E nós iremos nos aproximar das empresas que tiverem interesse em alavancar oportunidades de gerar ‘buzz’ no Twitter para estes eventos, então nos aproximaremos das empresas de mídia e anunciantes com vontade de se associarem a estes eventos.

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Como o Twitter tem feito para convencer empresas a apostar no conteúdo pago e não apenas no orgânico?
Nós apresentamos a diferença entre o impacto de um tweet orgânico em um usuário e um tweet pago, com um infográfico. A gente vai ao anunciante não para vender o tweet pago, mas para mostrar para ele o que é possível fazer no Twitter e não falamos sobre publicidade até os ‘44 minutos do segundo tempo’.

Quando chega aos 45 a gente fala: “Se você realizar essa mesma atividade, mas de uma maneira promovida, você vai amplificar tremendamente estes resultados que você está tendo na plataforma”.

Muitas pesquisas apontam que os números do Twitter estão caindo. Como a empresa vê estes números?
Nós não estamos caindo, isso não existe. Existem apenas números que não estão analisando o mobile. E a maior parte do crescimento tem acontecido nas plataformas móveis. Inclusive, tem gente que antigamente usava a plataforma no desktop e no mobile e que, hoje, só usa em dispositivos móveis. Infelizmente não é uma realidade no Brasil os institutos fazerem este tipo de análise.

Recentemente, eu me encontrei com Alex Banks, vice-presidente da comScore, que se dispôs a responder a esta questão e explicar que estes números não são acurados porque não analisam o mobile.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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