Aplicações Web

Aplicações Web

Não tem muito segredo. A evolução típica de uma tecnologia que se torna popular é mais ou menos previsível: para resolver os problemas de limitação e permitir que ela atenda a diferentes propósitos, lança-se mão de uma interface programável. Assim, o que antes era limitado, ganha enorme flexibilidade. Isso normalmente é feito criando-se algum tipo de “linguagem de programação”. Não chega a ser propriamente uma linguagem de programação. Seria um dialeto interno do produto, que permite um certo grau de programação, mas que é normalmente interpretado de forma rudimentar, sem grandes sofisticações. Afinal, é apenas uma forma de tornar mais flexível algo que já existe, e não uma linguagem para se criar aplicações complexas ou algo mais sofisticado.

 

Esse artifício tem sido adotado largamente pela indústria de software, dando origem a produtos interessantes e altamente funcionais. Dificilmente se encontra
algum software hoje em dia que não possua algum tipo de interface programável. Desde processadores de texto e planilhas eletrônicas, até gerenciadores de bancos de dados de uso pessoal.

As tecnologias mais populares para criação de páginas dinâmicas existentes no mercado não são exceções. Tanto o ASP quanto o PHP têm suas origens no mesmo princípio: tornar páginas web mais flexíveis, e customizáveis. E o sucesso é inquestionável.

Da mesma forma indiscutível, é o aumento da complexidade e volume de código exigido para atender às necessidades do mercado atualmente. Já não é mais suficiente criar páginas dinâmicas capazes de interagir com bancos de dados. O mercado precisa migrar aplicações complexas para o ambiente web, abandonar o modelo visual que exige estações parrudas, distribuir o processamento e acesso à aplicação através da Internet.

Nesse novo cenário, a página dinâmica não é mais o centro das atenções. Ela passa a ser apenas um elemento que faz parte de um contexto mais amplo: a aplicação web.

Do ponto de vista de funcionalidade, podemos dizer que praticamente todas as linguagens de scripting (ASP/PHP/MSP/JSP) oferecem elementos suficientes para se fazer o que se pretende. Cada qual com suas particularidades. Mas o que o desenvolvedor precisa se preocupar na hora de escolher a tecnologia mais adequada para seus projetos, é com a arquitetura por trás de cada uma dessas alternativas.

Uma olhada nas origens de cada alternativa pode ser bastante útil. Tanto o ASP quanto o PHP foram originados a partir do artifício comumente utilizado pelas empresas de software, para estender a funcionalidade das páginas web. Nenhuma dessas tecnologias é baseada numa linguagem de programação, planejada e formalmente definida. A linguagem foi sendo construída de forma gradativa e, em muitas situações, até desordenada. Os recursos normalmente foram sendo acrescentados conforme as necessidades, sem muito planejamento.

As consequências dessa ausência de planejamento e estruturação da linguagem vão aparecer para o desenvolvedor na pior hora possível: quando a aplicação já está adquirindo
proporções consideráveis. A manutenção vai ficando cada vez mais complexa até o ponto de se tornar impraticável. Isso porque essas pseudo-linguagens normalmente não  podem ser compiladas. Não permitem que sejam criadas bibliotecas de componentes com código que possa ser colocado fora das páginas dinâmicas, para compartilhamento e reutilização por outras páginas.

Na categoria de produtos para desenvolvimento web baseados em linguagens de programação, há duas outras alternativas que merecem destaque: o JSP (Java) e o MSP
(Max Server Pages). Ambos utilizam linguagens bem definidas, possuem compiladores, e permitem a criação de bibliotecas de código pré-compilado, que pode  ser armazenado fora das páginas dinâmicas.

As duas tecnologias, entretanto, possuem enfoques bastante diferentes. A tecnologia Java dispensa apresentações. Linguagem orientada a objetos, multi-plataforma, escalável, arquitetura aberta, compatível com todas as siglas mais quentes do momento. Sem dúvida, a última palavra em tecnologia: todo mundo quer aprender. E esse parece ser um grande problema: a famosa “learning-curve” (ou “curva de aprendizado”, a maneira elegante que os americanos encontraram para descrever algo que é muito difícil de se  aprender). Mas isso varia de pessoa para pessoa, portanto, é bom cada um conferir por conta própria.

Por sua vez, a tecnologia MSP (Max Server Pages) tem um escopo mais focado, menos abrangente que o Java. O produto permite a criação de grandes aplicações, pré-compilação de componentes para execução no servidor, acessa bancos de dados com comandos de alto nível (via ODBC), e gera aplicações totalmente portáveis para Windows e Linux. A linguagem utilizada é derivada do Xbase (Clipper), uma linguagem muito popular no mercado de desenvolvimento de aplicações comerciais. É certamente uma das linguagens de programação mais fáceis de se aprender. O MSP é uma opção interessante principalmente para empresas de pequeno e médio porte, uma vez que não exige investimentos substanciais em treinamento e infra-estrutura (servidores de alto custo). O MSP também é uma alternativa atraente para desenvolvedores de aplicações comerciais buscando migrar suas aplicações para a web, a plataforma sucessora do Windows.

A web é, por natureza, um ambiente heterogêneo onde diversas tecnologias convivem e cooperam entre si. Para o desenvolvedor, é importante escolher e empregar a
tecnologia mais adequada para o projeto que está sendo executado. Na maioria das vezes, a preferência pessoal por esta ou aquela tecnologia precisa ser colocada em segundo
plano, dando lugar a uma análise mais abrangente da necessidade do cliente. Por isso, é fundamental estar bem informado sobre todas as alternativas interessantes disponíveis
no mercado.

Praticamente todas as tecnologias mencionadas podem ser obtidas gratuitamente na web para análise e avaliação. Vale a pena conhecer melhor e formar opiniões próprias sobre cada uma dessas alternativas.

fonte: http://imasters.com.br/

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