Big Data transformará segurança tradicional, afirma presidente-executivo da RSA

Big Data transformará segurança tradicional, afirma presidente-executivo da RSA

bigdataBig Data está transformando a indústria de segurança, os negócios e a sociedade, sentenciou Art Coviello, presidente-executivo da RSA, divisão de segurança da EMC, durante a abertura do RSA Conference, que acontece de 25 de fevereiro a 1º de março em San Francisco, nos Estados Unidos.

 

Para ele, uma estratégia de segurança baseada em inteligência, usando análises em tempo real do Big Data, pode contribuir para que empresas aprimorem a atividade de detecção e a eliminação de ameaças avançadas. “Não existe uma segurança perfeita. A diferença está em identificar ataques rapidamente e responder da mesma forma. Big Data tem o potencial de ajudar nessa tarefa”, afirma. 

Coviello assinala que há grande quantidade de dados não-estruturados nas empresas que têm valor para os negócios. Essa massa, no entanto, pode atrair uma série de ataques de cibercriminosos. “Atualmente, menos de 1% dos dados é analisado e menos de 20% estão protegidos”, destaca.

O executivo lembra recentes ataques observados na indústria financeira e ainda ao jornal The New York Times. “Ataques disruptivos como esses têm potencial de causar perdas econômicas e manchar a imagem da companhia”, observa. 

Segundo ele, o quadro mostra que as organizações devem adaptar suas infraestruturas para blindar o ambiente e responder mais rapidamente às ameaças. “Sistemas inteligentes de segurança detectam e lidam com ataques emergentes prontamente e é esse o caminho que estamos seguindo na RSA com novas plataformas”, assinala. Essa estratégia, lembra, usa o poder do Big Data para fazer com que empresas saiam à frente dos cibercrimonosos.

Big Data pode ser aplicado de duas formas na segurança, explica. “Tecnologias do tipo devem ser escaláveis para correlacionar comportamentos anormais das pessoas, das transações e o fluxo de dados para identificar potenciais fraudes e ataques.”

Outra maneira, prossegue, são os controles integrados de Big Data substituindo os isolados específicos para somente uma tarefa, como bloqueio de malware. Ele relata que controles individuais devem evoluir para interagir uns com os outros e com canais de inteligência, plataformas e risco etc para serem mais dinâmicos e assumir capacidades de autoaprendizagem.

Blindagem corporativa

Coviello aponta que o RSA Authentication Manager 8, nova solução da RSA anunciada na conferência em San Francisco, já conta com capacidades de análise de Big Data para empresas aprimorarem a proteção do ambiente na era da nuvem e da mobilidade.

A tecnologia é o que a RSA chama de a próxima geração de soluções de controle de acesso. Ela foi desenhada, segundo a fabricante, para combinar uma senha forte e autenticação baseada em risco e garantir o acesso a dados sensíveis e recursos na empresa ou nuvem. A solução, diz, também conta com funcionalidades de autoaprendizagem com base em mais de 30 milhões de transações para aprimorar a segurança.

Indústria deve se unir para minimizar ataques

Para Coviello, a indústria de segurança deve atuar de forma colaborativa para ajudar companhias a evoluir a segurança. “Se os criminosos podem compartilhar informações, por que não podemos fazer o mesmo?”, questiona.

A RSA e a Juniper Networks mantém uma parceria com essa finalidade e estão agora ampliando a aliança para contribuir para a detecção de ameaças. Elas compartilham informações para tornar a análise de grandes quantidades de dados mais poderosa para as companhias. As empresas vão compartilhar o histórico de ameaças mapeadas no Juniper Networks Junos Spotlight Secure com o sistema de inteligência da RSA. Esse tipo de aliança deve ser ampliada para outros fabricantes, afirma o executivo. 

fonte: http://computerworld.uol.com.br/

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