Busca Social do Facebook preocupa especialistas em segurança

Busca Social do Facebook preocupa especialistas em segurança

FBlogoA nova Busca Social do Facebook tem feito especialistas em segurança alertarem os usuários da rede social a aumentar suas configurações de privacidade, evitando assim constrangimentos ou ataques de criminosos virtuais.

 

A Busca Social, que o Facebook apresentou este mês e está lançando aos poucos, permite que as pessoas utilizem naturalmente consultas prontas, como “restaurantes mexicanos que meus amigos gostam”, e recebam resultados personalizados. O serviço torna muito mais informações úteis disponíveis para as pessoas, e dá ao FB um novo local para a venda de publicidade. Infelizmente, enquanto uma busca melhor é algo bom para a rede social e seus usuários, também traz mais oportunidades para scammers e potencial constrangimento para pessoas que são descuidadas sobre suas configurações de privacidade.

Tom Scott postou no microblog e rede social Tumblr algumas perguntas que apresentaram resultados dos quais poucas pessoas gostariam de fazer parte. Elas incluíam “pessoas casadas que gostam de prostitutas” e “empregadores de pessoas que gostam de racismo”.

Ele também mostrou como governos totalitários poderiam utilizar o serviço para encontrar dissidentes ou pessoas indesejáveis por meio de consultas como “homens islâmicos interessados em homens que vivem em Teerã, no Irã”, onde a homossexualidade é ilegal; e “membros da família de pessoas que vivem na China e gostam do Falun Gong “, grupo religioso perseguido no país comunista.

O post ressuscitou questões de privacidade do usuário com  a Busca Social, onde os usuários do Facebook não podem optar por ficarem de fora. Eles podem redefinir as configurações de privacidade para impedir que seus “likes” e outras informações pessoais apareçam nos resultados de busca, no entanto.

O FB acredita que sua responsabilidade é fornecer as configurações de privacidade, enquanto os usuários são responsáveis por usá-las. “Você controla com quem  compartilha seus interesses e gostos” disse a empresa na quinta-feira (24) em comunicado enviado por email.

Ao ingressar no Facebook, as pessoas trocam suas informações pessoais pelo uso grátis da rede social. Dado isso, os especialistas em segurança concordam que as pessoas são responsáveis por controlar quem as vê. No entanto, alguns deles acreditam que o FB não vai longe o suficiente em educar os usuários sobre as potenciais ameaças em manter públicos seus dados. Já que a Busca Social torna toda informação pessoal facilmente pesquisável, a educação sobre seus perigos deveria ser uma prioridade muito maior para a companhia de Zuckerberg.

“Algumas pessoas não compreendem a importância da Busca Social”, disse Bogdon Botezatu, analista sênior de ameaças eletrônicas da Bitdefender. “Então, talvez seria melhor o Facebook realmente informar as pessoas de que algumas coisas irão mudar.” A maneira que elas usam para interagir com a rede social mudou, e isso pode ter conseqüências sobre as quais elas ainda não pensaram”, Botezatu acrescentou.

Um cenário que não é facilmente visível para os usuários é como suas informações pessoais podem ser usadas em ataques de phishing. Por exemplo, um cibercriminoso pode fazer pesquisas que revelam informações bastante pessoais, tais como amigos, cidade natal e antigo colégio para adequar um e-mail e tornar mais provável que alguém clique em um link que redireciona para um site malicioso.

O mesmo risco de segurança se aplica aos funcionários corporativos, que podem inadvertidamente revelar muito sobre seu trabalho e colegas. Rick Holland, analista sênior de segurança e gerenciamento de risco da Forrester Research, disse que as empresas devem incluir a Busca Social em campanhas de sensibilização de segurança.

“A consciência sobre a segurança é muito mais eficaz quando se tem o gancho pessoal. Algumas buscas que podem ser executadas são bastante chocantes. Quer melhor maneira de demonstrar os riscos pessoais de usar o Facebook?”, disse. 

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