Como o Big Data pode ser mais rentável para as empresas

Como o Big Data pode ser mais rentável para as empresas

bigdata-ceoAs empresas têm buscado novas formas de ganhos de receita, e um dos seus ativos mais importantes não tem recebido historicamente a atenção devida. Hoje, a informação que as companhias já possuem sobre os seus clientes é um dos melhores ativos para gerar novos negócios e produtos.



Uma abordagem é resultado do crescimento da digitalização e dos milhares de dados de indústrias como telecomunicações, saúde e finanças. Petabytes são trocados diariamente relacionados a uma legião de consumidores. Esse tesouro digital permite que as empresas desenvolvam soluções inovadoras para atender as necessidades de seus clientes. Em alguns casos, essas informações podem inclusive auxiliar na criação de áreas de negócios totalmente novas.

Com isso, olhar e entender o potencial do Big Data pode levar as empresas a um novo patamar. As decisões voltadas aos dados se tornarão cada vez mais um diferencial competitivo. Antes, esse mercado era dominado por empresas de análise de mercado e especialistas em dados, no entanto, hoje, qualquer player com uma quantidade de dados grande pode se tornar um agente nesse “jogo da informação”.

Podemos olhar, por exemplo, a indústria automotiva. Hoje vários automóveis já possuem os dispositivos de localização (GPS) instalados, os fabricantes poderiam aproveitar essa oportunidade para coletar e monetizar essas informações. Imagine a integração desses dados com as seguradoras, que poderiam avaliar de forma mais efetiva o comportamento do usuário enquanto dirige. Isso faria com que as companhias tivessem uma maior acuracidade no momento de definir o perfil do seu segurado.

Em um outro exemplo, em 2009, a American Express lançou um serviço de consultoria em dados que ajudava a desenhar o comportamento de compra de mais de 90 milhões de detentores de cartões de crédito em 127 países. O objetivo era ajudar as companhias com “insights” para a aquisição e retenção de clientes, auxiliando a definir as tendências em consumo.

Companhias que detêm uma grande quantidade de dados – incluindo seguradoras, empresas de varejo,  transporte e operadoras – têm uma oportunidade única de desempenhar um papel de destaque no mercado de informação. A sua relação direta com milhões de consumidores faz com os seus dados sejam mais acurados e completos. Em contraste, os competidores que necessitam de provedores que possuem informações de terceiros têm que confiar em  informações públicas, dados comprados ou desenvolver novas estratégias e mecanismos de captura de informação.

Algumas empresas ainda podem optar por se tornarem “agregadores” de informação, com a análise combinada de dados brutos de banco de dados existentes, como websites, programas de fidelidade e registros públicos, entre outros. A oferta do diagnóstico desses dados pode ajudar outras companhias a serem mais efetivas em suas campanhas de marketing, promoções, operações e logística.

É importante destacar que o objetivo aqui não é a venda de um banco de dados simplesmente, mas sim agregar a inteligência e o valor da análise para a oferta de um serviço ou produto diferenciado ou inovador.

É claro que questões de privacidade dessas informações estão envolvidas. Por isso a importância do Brasil debater o tema, por meio dos seus legisladores, para que essa oportunidade também possa ser aproveitada por aqui.

Uma nova legislação de privacidade de dados está pendente nos Estados Unidos.  Outros países também estão criando ou revendo suas leis em relação ao tema. O Reino Unido já aprovou um ato de Proteção de Dados em 1998, que define as obrigações legais que as companhias devem respeitar enquanto lidam com as informações individuais dos clientes.

O Japão, em 2003, aprovou o ato de “Proteção de Informações Pessoais”, em resposta a pressão social da proteção de dados com o e-commerce. O entendimento desse ambiente é essencial para as empresas que pretendem trabalhar com essa abordagem do Big Data.

Algumas empresas ainda têm testado formas de compensar os clientes por suas informações. Como um exemplo, em 2009, o Bank of America Corp solicitou uma patente pela monetização de informações pessoais, de forma que o cliente não apenas teria o controle sobre os dados que poderiam ser divulgados sobre ele, assim como também seria recompensado financeiramente em troca pelo uso das informações.

Fazer parte dessa discussão e entender como o uso do Big Data pode ser ainda mais rentável para as empresas é um caminho sem volta e promissor para as empresas que souberem aproveitar essa oportunidade.

Fonte:  http://www.accenture.com/us-en/outlook/Pages/outlook-journal-2011-how-big-data-fuels-bigger-growth.aspx

(*) Daniel Lázaro é líder de tecnologia para a prática de Digital, Data & Analytics da Accenture na América Latina

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