Como usar a avalanche de dados

Como usar a avalanche de dados

big-dataHoje, a quantidade de dados gerada pelas companhias é crescente, imagine o volume de dados produzido por uma rede de varejo, que tem sensores instalados em seus produtos, e multiplique isso pelas centenas de lojas no território nacional. Se você já se convenceu que é muita informação, pense agora em novas tecnologias que podem ser incorporadas e ampliarão ainda mais esse montante.
 
Como exemplo, algumas lojas de varejo no exterior já começaram a instalar câmeras nos olhos dos manequins., assim é possível saber as características de quem parou para olhar aquele modelo. Se é um homem ou uma mulher, alto ou baixo, magro ou não. Com o aumento das possibilidades de como interpretar essa informação, cresce ainda mais a preocupação de como usar as capacidades preditivas de análise de forma mais eficiente. O mais importante é que alguns casos já mostram como empresas estão ganhando receita com isso.
 
Uma cadeia de eletrônicos canadense percebeu uma mudança no comportamento de compra dos seus consumidores. Os produtos de luxo mais caros, a partir US$ 650,00, tinham mais saída que os modelos mais baixos, na faixa dos US$ 150,00. A estratégia foi simples e rentável, eles identificaram a tendência e de forma imediata preencheram a maioria de suas prateleiras com os produtos mais caros. Como resultado, as vendas nessa categoria aumentaram em 40% em um curto período.
 
A rede usou essa mesma técnica para tirar alguns produtos de linha, medindo a sua procura e as vendas, já que o crescimento do lucro não depende apenas daquilo que se vende, mas também do que não é comercializado e ocupa espaço no estoque.
 
Esse caso mostra a importância de uma análise de dados em tempo real e o impacto que ela pode trazer aos seus negócios.  Há muitos anos os varejistas têm feito essa análise – do que comprar e o que retirar do inventário -, no entanto, a evolução da tecnologia e o big data ajudam a realizar isso de forma mais efetiva e rentável.
 
Isso vem somado a uma mudança do próprio consumidor. O que é atraente e interessante hoje, pode não ser mais amanhã. A maneira tradicional que ele adquiria seus produtos – de forma linear – não existe mais.  Antes, ele conhecia o item ou serviço, depois disso vinha a própria compra e a lealdade. Esse formato não é mais relevante, ele é muito lento e estático para as necessidades atuais.
 
No Brasil, as lojas de varejo estão atentas ao movimento de todo o mercado, que passa por fornecedores, clientes, concorrentes, órgãos que auxiliam na regulação do setor e pelo próprio consumidor. Um olhar integrado sobre todo o mercado é necessário para priorizar a utilização da tecnologia a favor do negócio. O momento que o mercado brasileiro de varejo atravessa é peculiar – e importante – analisar, profundamente, o próprio negócio é uma excelente oportunidade para estudar o uso do big data e obter ainda mais produtividade extraindo todo o potencial dos dados disponíveis.
 
Entender esse novo comportamento do consumidor e conseguir ler a tendência – sim, o termo correto é esse -, já que não basta apenas ter a informação, é necessário que a empresa adquira a capacidade de organizar e tirar insights disso, para aumentar a vantagem competitiva dentro de qualquer indústria. O próximo passo? Executar!

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