Datacenter: entenda o que é PUE e veja um exemplo de estrutura super econômica

Datacenter: entenda o que é PUE e veja um exemplo de estrutura super econômica

8179.15326-Data-center-FacebookCom a tendência crescente dos serviços na nuvem, boa parte do processamento de dados que costumávamos fazer em nossas máquinas agora é feito por grandes datacenters com milhares de computadores interconectados. O aumento do uso desses serviços traz, naturalmente, um aumento do poder computacional desses datacenters assim como o aumento do seu consumo de energia, e quanto mais eficiente forem essas instalações, menores serão os custos de manutenção.

 

Para medir a eficiência energética desses grandes conglomerados de máquinas, um consórcio de empresas conhecido como The Green Grid criou um índice conhecido como PUE (Power Usage Effectiveness). O cálculo é bastante simples e se baseia na relação entre a energia consumida pela instalação inteira e a energia consumida pelos equipamentos da infraestrutura de TI. Quanto mais próximo de 1,0 for esse resultado, melhor.

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Nesse cálculo, qualquer componente que não seja estritamente utilizado para realizar cálculos computacionais não entra na parte de baixo da relação. Itens como iluminação, portas automáticas e até mesmo o sistema de refrigeração dessas máquinas não fazem parte da intraestrutura de TI, de forma que quanto mais eficientes os processadores, menor a necessidade de refrigeração, resultando em um PUE mais baixo.

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Embora 1,0 seja o mais eficiente possível, na prática ele é um índice impossível de se obter, pois nesses casos só existiriam computadores dentro de um datacenter sem iluminação, sistema de resfriamento ou supervisão de profissionais para manutenções periódicas. Outro detalhe é que, embora as empresas gostem de propagandear esse índice como sinônimo de eficiência energética, ele não quer dizer muita coisa no final das contas pois a forma como ele é calculado dá margem para manipulações.

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Apenas como exemplo, uma empresa que possua uma infraestrutura de TI extremamente ineficiente em termos de consumo de energia (processadores mais antigos, por exemplo) terá esse índice bem pequenininho pois o que importa é somente a relação entre um consumo e outro. Por outro lado, outra empresa que possua processadores, discos rígidos e outros componentes que sejam mais econômicos acabam aumentando o índice, pois diminuem o consumo geral para uma mesma quantidade de energia.

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É importante sempre ser cuidadoso com esse tipo de dado, pois, na prática uma empresa pode divulgar que é energeticamente eficiente por ter um índice de 1,6, mas consome muita energia e possui uma infraestrutura pouco econômica. Para significar alguma coisa, as empresas devem divulgar também o seu consumo total de energia e o tipo de equipamento que utilizam, dando dados o suficiente para que seja possível concluir se o valor divulgado é bom ou não.

Conhecia o índice Power Usage Effectiveness, ou PUE? Conte-nos nos comentários!

Um bom exemplo de PUE equilibrado

Para tentar diminuir o gasto energético e o consequente impacto ambiental, os fabricantes de datacenters estão cada vez mais preocupados em aumentar a eficiência energética de seus produtos. Hoje, já existem soluções que desempenham bem suas funções com um gasto mínimo de energia. Processadores, HDs e sistemas de resfriamento estão cada vez mais inteligentes e organizados de uma maneira tal que o desperdício se torna ínfimo.

Uma dessas soluções foi desenvolvida pela HP. Batizado de ecoPOD, esse datacenter é considerado, hoje, o mais eficiente do mundo no quesito energético. Em um container padrão, de 12m2, é possível instalar até 2 mil servidores que oferecem o mesmo poder computacional de um datacenter comum, de alvenaria, de 1850 m2

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ecoPOD, da HP: formato compacto e inteligência do processo garantem um PUE bem baixo

O primeiro detalhe que permite tamanha eficiência energética tem a ver com o seu tamanho. Ao ser montado em um container desenvolvido especialmente para esse fim, o ecoPOD tem uma necessidade de resfriamento bem menor que o de datacenters tradicionais. Utilizando corredores de ar quente e de ar frio, o PUE pode chegar a 1,07, dependendo dos equipamentos instalados e do local onde ele está. Em regiões mais frias, por exemplo, o resfriamento pode ser feito apenas utilizando o ar externo. Basta filtrá-lo e “soprá-lo” para dentro do container.

O espaço compacto permite um sistema de refrigeração mais simples do que os utilizados em grandes datacenters, além de um menor gasto com iluminação. O formato de container, desenvolvido especialmente para este projeto, facilita o transporte tanto por navios como por caminhões e assim, a empresa que tiver urgência na instalação dessa infraestrutura consegue fazê-la em poucas semanas – ao contrário dos meses e meses de construção de um datacenter convencional. E, pelo fato de ser modular, a infraestrutura pode ser aumentada ou diminuída de acordo com as necessidades da empresa, evitando o gasto de energia extra. Ao utilizar processadores, discos e equipamentos de última geração, o gasto energético de toda essa estrutura se torna um dos menores do mercado – cerca de 44kW por rack.



Matéria completa: http://canaltech.com.br

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