Hack do Google Glass não é motivo para pânico, dizem especialistas

Hack do Google Glass não é motivo para pânico, dizem especialistas

google-glasses-leadO risco de segurança que o Google Glass representa para empresas não é maior do que o oferecido por smartphones ou outras tecnologias que possam ser usadas para gravar vídeos e produzir fotos de forma secreta, afirmam especialistas.

 

Os potenciais riscos do novo gadget do Google ficaram em evidência com o recente “jailbreak” do aparelho que muitos veem como o início de um novo mercado de massa de aparelhos vestíveis – rumores recentes apontam para a chegada em breve de relógios inteligentes da Apple e do próprio Google.

O modelo do Google Glass que recebeu “root” do desenvolvedor Jay Freeman só foi vendido para desenvolvedores – o aparelho só deve estar disponível para o público geral no próximo ano, segundo o diretor da gigante de buscas Eric Schmidt.

Freeman conseguiu hackear o Glass em duas horas ao explorar uma vulnerabilidade conhecida do Android 4.0.4, a versão do sistema do Google que vem embarcada no aparelho. Uma vez “dentro”, Freeman tinha controle total sobre o aparelho, superando os mecanismos de segurança implantados pelo Google. No geral, pessoas com conhecimento de tecnologia vão realizar esse “desbloqueio” do Glass para rodar determinados apps ou modificá-lo de maneiras não permitidas pelo fabricante.

A “invasão” do Glass, no entanto, não surpreendeu o desenvolvedor Tim Bray. “Sim, o Glass é ‘hackeável’. Duh”, disse no Twitter.

Em uma entrevista para a Forbes, Freeman não tinha certeza do que poderia fazer com o aparelho agora que tinha acesso ao seu software. No entanto, o editor sênior de tecnologia do site ZDNet, Jason Perlow, sugeriu que o Glass poderia ser modificado para gravar vídeos e tirar fotos de forma secreta, sem o usuário saber.

Como um aparelho de gravação, a versão atual do Glass possui sérias limitações. Com cerca de 12GB de armazenamento disponíveis, não há espaço para muitos vídeos, apesar de ser o bastante para várias fotografias.

A duração de bateria também não é das melhores. Uma pessoa lendo e-mail e produzindo algumas fotos e vídeos curtos poderia ter cerca de cinco horas, segundo um review do Engadget. O tempo máximo cairia dramaticamente se a pessoa ficar gravando vídeos.

Essas limitações tornariam o Glass uma alternativa fraca para aparelhos pequenos de vídeo já disponíveis caso alguém quisesse gravar secretamente uma conversa no escritório, afirma o analista da Gartner, Anton Chuvakin.

“É completamente irreal, mas emocionante falar sobre isso”, disse Chuvakin sobre um possível uso do Glass em operações clandestinas.

Por causa das limitações do hardware, fazer jailbreak do aparelho também não adicionaria muito risco. “Para mim, o risco de um Google Glass com root é parecido com o de um smartphone com root”, explica o analista da Gartner.

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