Preparado para era da “Internet de Tudo”?

Preparado para era da “Internet de Tudo”?

internetRecentemente, a Cisco anunciou planos para adquirir a Ubiquisys, uma empresa privada britânica que produz small cells para redes 3G e 4G, para que provedores de serviços sem fio possam expandir a conectividade para locais de difícil acesso, principalmente dentro de ambientes fechados, como casas e escritórios.

 

De acordo com Padmasree Warrior, chefe de tecnologia e diretora de estratégia da Cisco, a aquisição da empresa se encaixa na visão da companhia para a chamada “Internet of Everything” _ Internet de Tudo, evolução da Internet das Coisas _  onde bilhões de dispositivos conectados fornecem um fluxo contínuo de dados em tempo real para apoiar todos os tipos de decisões.

Para que isso funcione, os dispositivos devem estar conectados o tempo todo, não importa onde estiverem. “Se você olhar para um celular tradicional de tecnologia 3G, ou 4G, usá-lo dentro de um edifício é sempre um desafio. Considerando que o WiFi funciona muito bem em locais fechados, a tecnologia da Ubiquisys tecnologia vai ajudar a “ter também o 3G e o 4G disponíveis indoor”, disse Padmasree Warrior.

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Importância da IoE
A Internet de Tudo, ou IoE, tem sido um grande tema para a Cisco recentemente. A Cisco a vê como a terceira grande era da Internet, onde a reunião de pessoas, processos, dados, e coisas proporcionará conexões de rede mais relevantes e valiosas.

A primeira grande era da Internet, na década de 1990, foi caracterizada principalmente pela movimentação de transações comerciais on-line, com gigantes do e-commerce como Amazon e eBay e gigantes de publicidade e busca como o Google substituindo muitas formas menos eficientes de publicidade offline. A segunda grande era foi caracterizada pela colaboração imersiva – o compartilhamento social através de sites como o Facebook e LinkedIn, e colaboração através de serviços como o Skype e WebEx, da própria Cisco.

“Esta próxima era será marcada pela digitalização da sociedade”, diz Warrior. “Ela não vai substituir as duas anteriores, mas se somar a elas. A Internet de Tudo será caracterizada pelas redes de sensores, máquinas que se comunicam com outras máquinas, e um monte de dados que estão sendo gerados por este uso.”

Segundo Warrior, essa tendência está sendo impulsionado por três fatores principais:

  • > A integração dos sensores. “Sempre tivemos sensores, tendência iniciada nos anos 90, com as etiquetas RFID para marcação e rastreamento de objetos.” Mas a tecnologia tornou-se mais prevalente com os sensores e os processadores ficando menores, mais eficientes em consumo de energia, e mais baratos. “Podemos colocar mais poder de computação, mais memória na borda, bem como atrás na nuvem, no data center. Tudo isso está presente na  capacidade das máquinas de se comunicar umas com as outras.”
  • > A computação em nuvem. Computação distribuída torna possível para as empresas armazenar e analisar enormes quantidades de dados que estão sendo monitorados por todos esses sensores.
  • > A migração de tudo para redes IP. A mudança para o IPv6, que aumenta o número de endereços IP para que todos os dispositivos no mundo possam, teoricamente, ter o seu próprio número, é chave aqui. “Esperamos ter 50 bilhões de coisas se conectando à Internet até 2020. Já passamos de 10 bilhões agora”, diz Warrior.

A Cisco tem interesse em promover a Internet das coisas, e o IPv6 especificamente, incentivando as empresas e prestadores de serviços a atualizarem suas infraestruturas – incluindo, talvez, novos equipamentos Cisco. Mas Warrior deu-nos um exemplo concreto dos motivos que certamente levarão as empresas a desejarem investir nessa mudança.

“O maior desafio para a maioria dos varejistas é como conseguir que clientes entre fisicamente em uma loja como as compras on-line se tornando predominantes”, explica ela. Mas, se os varejistas puderem oferecer cupons eletrônicos para usuários com base em seus interesses, então, saberão quando os usuários entrarão em suas lojas físicas, provocando efeito direto sobre as vendas.

“A partir do cupom, o comerciante pode enviar alertas para o dispositivo móvel do consumidor, levando-o direto ao produto desejado, e permitir que pague a compra a partir do seu celular, sem esperar na fila do caixa. Para fazer isso, serão necessários todos esses itens que descrevi, formas de coletar dados sobre quem são seus clientes, de detectar quando entram na loja, e de promover ações específicas”, explica.

No futuro, uma pequena câmara ligada à internet colocada no seu carro e ligada a uma aplicação sobre o estado do tempo, poderá estar atenta às condições atmosféricas e, usando sofisticados sensores ou lasers, prever uma colisão, alertando-o antes que aconteça, ou até acionar os freios.

O processo de como tudo isto acontece tem um papel-chave na maneira como as pessoas, a informação e tudo o resto interage entre si, neste mundo híper conectado. O processo certo torna estas conexões relevantes e valiosas, porque a informação certa é enviada à pessoa ou dispositivo correto, no tempo exato. Voltando ao exemplo dos cupons, fazer com que você receba um cupom personalizado  diretamente no seu celular, no exato momento em que estiver comprando sapatos em um centro comercial, graças ao poder da rede.

Mudanças na TI
Como as empresas já procuram estes tipos de cenários, o papel de TI continuará a mudar, diz Warrior. “O mundo de TI, até aqui, tem focado no fornecimento de conectividade, permitindo que aplicativos rodem com segurança no modelo cliente-servidor …. Agora a TI terá que fazer mais”, afirma.

“Vemos a rede como uma plataforma onde as aplicações podem ser programadas, onde a informação pode ser processada e onde os dados e processos de negócios pode ser muito mais eficientes”, diz  a CTO da Cisco.

Warrior explica que o mundo está evoluindo  de uma economia baseada na Internet para uma uma economia baseada em aplicações móveis, e a redes têm de suportar as aplicações para serem mais eficientes.

Isto poderá ser alcançado expondo a infraestrutura através de interfaces programáveis capazes de permitir que as aplicações sejam codificadas diretamente na rede. “Isso será uma grande mudança de pensamento. Hoje a rede é usada como um ambiente fechado e estamos tornando-o muito mais aberto”, explicou.

O aumento da utilização do vídeo e a emergência da “Internet das Coisas” estão conduzindo esta mudança. Os dois fatores forçam a rede a dar prioridade a alguns tipos de informação sobre outros.

A rede em si, portanto, terá que se tornar mais automatizada e dinâmica, e as aplicações precisarão se tornar mais conscientes da rede. “Não se pode dirigir tudo para o data center, o sistema precisa de um arquitetura distribuída, tanto para a computação como para as redes”, argumenta Warrior.

Dave Ward, CTO  de engenharia e arquiteto-chefe da Cisco, acrescenta que está faltando no setor um ecossistema de aplicações em torno das redes. E será isso que as interfaces programáveis e a orquestração deverão permitir.

“Routers, switches, e gateways de banda larga, gateways de cabo, gateways de mobilidade, gateways de segurança – todas essas peças diferentes contêm muita informação que não somos capazes de aproveitar hoje num ecossistema de aplicações”, disse Ward.

À medida que mais equipamentos se ligam à rede, importa facilitar o trabalho do CIO e do gestor de rede, tornando a infraestrutura mais simples, mais segura e mais fácil de operar, afirma Rob Soderbery, vice-presidente sênior e gerente geral da área de Enterprise Networking da Cisco. Os departamentos de TI necessitam melhorar aspectos como a rapidez de execução, ao mesmo tempo que são confrontados com a necessidade de reduzir a complexidade e os custos operacionais.

A rede inteligente é que tornará a “Internet of Everything” possível. É o ambiente natural que tornará recursos como serviços de localização indoor e outdoor, computação em nuvem e outras aplicações móveis possíveis. A rede fornecerá a oportunidade de definir e gerir o processo que torna a s ligações da “Internet of Everything” tão importantes.

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