Redes sociais e o mercado financeiro

Redes sociais e o mercado financeiro

REDE SOCIALVoltando ao tema dos resultados financeiros trimestrais, tivemos a semana das redes sociais. Pelo menos as de principal destaque no mercado de ações americano, com o anúncio dos números do LinkedIn e do Facebook, além do Yelp!. Lembrando que o Twitter ainda se prepara para o IPO.

 

Facebook e LinkedIn inverteram os papéis. O LinkedIn, que vivia em lua de mel com Wall Street, decepcionou o mercado, ao anunciar um prejuízo de US$ 3,36 milhões. A projeção para o futuro também não foi boa e gerou o maior impacto nas ações. O próprio LinkedIn espera um quarto trimestre fraco, inferior às expectativas iniciais dos analistas. Com números ruins, surgiram dúvidas inclusive com relação ao modelo de negócios do LinkedIn. Alguns chegaram a dizer que suas ações estariam sobrevalorizadas. Com isso, os papéis caíram quase 10%, após o anúncio dos resultados.

Já o Facebook reportou um lucro surpreendente, de US$ 425 mihões e um faturamento pouco acima dos US$ 2 bilhões. Há uma ano atrás a líder do segmento de redes sociais ainda reportava prejuízos e somente há um trimestre, os investidores passaram a considerar que o Facebook teria encontrado a fórmula para um negócio rentável e sustentável. O sucesso do Facebook está diretamente relacionado ao seu uso em dispositivos móveis, principalmente smartphones. Os anúncios para quem faz esse uso da rede social, já representam 49% do faturamento. 

A implementação de anúncios pode ter aborrecido os usuários no início, mas não foi suficiente para que eles abandonassem a rede ou reduzissem seu uso. E o clima segue otimista para o próximo trimestre. Uma das previsões aposta que o Facebook deve faturar mais de 10 bilhões de dólares em 2014. Com números assim, a recomendação de compra das ações foi natural, e os índices da empresa de Mark Zuckerberg cresceram com força essa semana. As ações do Facebook subiram 80% desde o início do ano.

Ambas as empresas, LinkedIn e Facebook, demonstraram um número crescente de usuários ativos no último trimestre, com o LinkedIn superando os 259 milhões de membros e o Facebook atingindo mais de 1,19 bilhões de pessoas.

O Yelp!, especializado em reviews, anunciou na mesma semana um prejuízo, conspirado normal para o momento da empresa, mas o que decepcionou os analistas foi a intenção de fazer uma nova oferta de ações no valor de 250 milhões de dólares e isto fez as ações caírem na sequência.

Mesmo com o tropeço do LinkedIn, o mercado continua apostando firme nas redes sociais. Mas, como se trata de um segmento muito volátil, os preços das ações também oscilam muito, sempre ao sabor dos resultados trimestrais. A grande questão é saber se essas empresas vão conseguir sustentar o valor de mercado a longo prazo. E isso, é claro, depende diretamente do crescimento, ou pelo menos da manutenção, do número de usuários e da capacidade de gerar valor com eles, muitas vezes através de anúncios.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/

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