Twitter incentiva marcas a ampliar conversa de campanhas tradicionais no microblog

Twitter incentiva marcas a ampliar conversa de campanhas tradicionais no microblog

twitter-lucraO Twitter anunciou hoje (20/2) o início de sua operação comercial voltada para agências e anunciantes, abrindo o microblog para os negócios. O objetivo da rede social é fazer com que empresas, das pequenas às grandes, continuem a conversa com consumidores iniciada em meios tradicionais de propaganda, como TV e jornal.

Estão na mira os grandes anunciantes e cerca de 40 agências.

Guilherme Ribenboim, CEO do microblog no Brasil, explica que nos Estados Unidos muitas companhias passam a inserir hashtags em seus comercias na TV e banners. Em seguida, os usuários da rede social passam a usá-las de forma viral em seus twittes e solicitam mais informações sobre os produtos. 

Um exemplo, relata Guy Yalif, líder de marketing de produtos do Twitter, foi a final do Super Bowl, campeonato de futebol americano que aconteceu em 3 de fevereiro nos Estados Unidos. “Cinquenta por cento das marcas lançaram mão do recurso. Registramos 150% de crescimento no uso de hashtags nos comerciais que passavam durante o intervalo do campeonato”, destaca.

No intervalo da edição de 2012 do Super Bowl, por exemplo, a marca de carros de luxo Audi inseriu ao final da publicidade a hashtag#SoLongVampires, gerando diversos diálogos sobre o tema no Twitter. “A Mercedes-Bens fez algo parecido com o Mercedes A-Class e três entre quatro pessoas solicitaram mais informações sobre o veículo”, relata.

Ribenboim afirma que o Brasil começa a exercitar a ideia de levar o consumidor para o Twitter e ampliar a conversa. “Por aqui, Coca-Cola, Nike e Intel são exemplos de empresas que estão seguindo esse caminho. A Coca-Cola tem-se esforçado para manter esse diálogo nas redes sociais porque entende o poder dessa relação. Nossa intenção é continuar a trabalhar com as marcas para que elas usem o Twitter para ampliar oportunidades”, diz.

Contar com o Twitter como forma de conquistar clientes e fidelizar os atuais é uma proposta atraente. De acordo com John Ploumitsakos, diretor de vendas online do Twitter, mais de 50% usuários da rede social seguem mais do que seis marcas. “Entre os principais motivos estão, em ordem, obter descontos e promoções (68%), ter acesso a conteúdos exclusivos (52%) e estar em linha com as atualizações de produtos futuros (48%)”, conta. 

Outro elemento positivo, diz, é o fato de a rede social promover tweets patrocinados, que aparecem na linha do tempo com a mesma aparência dos convencionais, os trending topics (assuntos mais comentados no País), e ainda a ferramenta na sessão “Quem seguir” na página inicial dos perfis. Esse três elementos combinados, garante, tem mostrado eficácia para aumentar o alcance da marca. Ploumitsakos destaca ainda o fato de o Twitter contar com uma versão móvel simples de usar. “Cerca de 60% dos usuários em todo o mundo acessam via celular”, informa.As 

O Brasil é um dos quatro mercados mais importantes para o Twitter. Na América Latina são 32 milhões de usuários. Ploumitsakos afirma que o Twitter conta com mais de 4,5 milhões de companhias na rede, a maioria pequenas e médias empresas (PMEs). Restaurantes estão entre a maioria nessa categoria (36%), comércio 34% e entretenimento 29%. “Identificamos que as compras online aumenta 1,4 vez depois de negócios anunciarem produtos no Twitter”, contabiliza. Ele relata que o segredo é a proximidade com o público-alvo. 

Com esse objetivo, a loja online norte-americana de roupas masculinas Bonobos propôs um desafio aos seguidores. Se a marca registrasse um número determinado de retuites, os seguidores teriam um desconto especial na loja. “Conclusão: a empresa vendeu produtos para cem novos clientes e obteve 1200% de retorno sobre o investimento (ROI)”, comenta Ploumitsakos.

Ploumitsakos explica que no Brasil o Twitter está em um estágio de educar PMEs sobre a importância de manter um diálogo no microblog. “Elas estão criando essa consciência e em breve devemos lançar uma ferramenta para advertising específica para esse público”, conta, sem entrar em detalhes. 

“Estamos iniciando essa estratégia, mas podemos dizer que o Brasil tem tudo para ficar no topo de empresas que apostam em advertising”, aposta. “Estamos pregando para depois ampliar o leque”, reforça Joel Lunenfeld, vice-presidente global de estratégia de marca do Twitter.

As apostas do Twitter no País são altas. No final do ano passado, anunciou o início das operações em solo nacional, o terceiro da empresa fora dos Estados Unidos e o primeiro da América Latina. Agora, a companhia já conta com escritório próprio e três gerentes de conta contratados que têm a missão atender aos anunciantes locais.

A empresa também busca certificar parceiros para que eles possam usar as application programming interface (APIs) do Twitter e criar produtos direcionados para gerar valor para outras empresas e marcas.

Embora Yalif tenha afirmado durante a coletiva com jornalistas em São Paulo que não havia nenhum indício de lançamento imediato de uma API para advertising, mais tarde, após o encontro, sua disponibilidade foi anunciada no blog oficial do microblog.

Na América Latina, o Twitter conta com três empresas parceiras, sendo duas delas brasileiras, que já iniciaram o processo de certificação junto ao microblog. Os nomes, no entanto, não foram revelados. Nos Estados Unidos, o programa já certificou mais de dez empresas, nos segmentos de analytics, engajamento e venda de dados.

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